quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Big Brother do Bem



Na “casa” improvisada de um só cômodo não havia luxo nem glamour. Mas não faltou uma câmera de TV. Trinta e três pessoas viveram lá, confinadas por mais de dois meses. Nos primeiros 17 dias reinava terrível escuridão, causada não só pelas profundezas das rochas, mas, principalmente, pela incerteza da possibilidade de se fazer notar, pela quase desesperança de poder se livrar da mais profunda cova.

Uma sonda — lançada talvez sem muita esperança, mas para provar que ela nunca morre — volta com a certeza da vida escrita em papel, onde se presumia que a morte já havia chegado. E a habilidade humana entrou em ação, até o mundo inteiro ver uma cápsula descendo e subindo por um poço minúsculo. Diante dos olhos de todo o planeta, um a um, os participantes vão deixando a “casa” para receber o prêmio da fama e da liberdade. Pedro Bial não estava lá para recebê-los.  

Desentendimentos, talvez. Mas, ao contrário da outra casa mais glamourosa e previsível, com certeza as eventuais brigas tinham como foco a vontade de sair, não de ficar. O maior prêmio, pelo qual todos lutavam com as forças que tinham, consistia em viver, respirar ar puro, reencontrar os familiares e continuar tocando a vida — que, diga-se de passagem, nunca mais será a mesma. Sem estrelismos vazios, os mais hábeis naturalmente se destacavam, utilizando suas habilidades em benefício do grupo, não "jogando" em proveito próprio. A decisão sobre a ordem de saída não dependeu de votação pública, mas obedeceu a um plano estratégico que tinha como meta o pleno sucesso da operação.

Esse final de Big Brother improvisado e inédito me deixou colado à TV, coisa que nunca aconteceu e nunca vai acontecer com o outro. Ele mostrou que no mundo ainda há coisas boas, que as habilidades humanas, dons de Deus, ainda podem ser usadas para o bem.

A violência da TV deu lugar a 33 finais felizes. E quem não gosta de ver um final feliz no lugar da violência?


segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Meu Trabalho

Jogo Baixo

Estou vendo tanto jogo baixo que não dá para ficar quieto.

Todos sabemos que os dois candidatos têm mais ou menos a mesma opinião sobre essas questões, e que o Congresso é que tem a última decisão, podendo até derrubar um possível veto do presidente.

Portanto, deixemos de manipulações eleitoreiras e vamos discutir coisas mais importantes para o Brasil.

Dilma não, por quê?

Não sou petista, mas queria saber o por que dessa campanha contra a Dilma.

Acho que virou moda. Muita gente vai votar no Serra por opção, nada demais, mas outros ouviram o galo cantar não se sabe onde e viraram papagaios, repetindo o mesmo discurso "Dilma não".

Os profissionais que tratam de manipulação de massas devem uma explicação.