sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Quem Vai Pagar a Conta?



Será que o futuro trará soluções para o mal que estamos fazendo hoje ao planeta? Há uma corrente de pensamento que acha que nossos filhos e netos vão “dar o jeito deles”, encontrando maneiras de sobreviver em meio ao caos ambiental herdado de seus ascendentes irresponsáveis.

Essa tese se baseia no avanço tecnológico fortemente direcionado para o desenvolvimento de soluções que tragam cada vez mais bem-estar ao homem. O problema é que muitas vezes os efeitos colaterais dessas novas tecnologias são extremamente nocivos, comprometendo o futuro que elas se propõem a oferecer.

Nossos “brinquedinhos eletrônicos” duram seis meses, no máximo um ano, e são descartados. Geralmente são enterrados na lixeira mais próxima, sem choro nem vela e sem nenhuma proteção. Isto quando não são “desovados” em plena rua, numa indigência de dar dó. Só agora se começou a pensar em programas de descarte de lixo eletrônico, com a obrigatoriedade de devolução daquilo que não se usa mais ao fabricante, para reciclagem.

Reciclar é a saída. Aqui no Brasil reciclamos alguma coisa (pouca ainda), por conta da necessidade dos catadores, que viram na atividade uma fonte de renda. Mais do que pelo aspecto financeiro, o reaproveitamento deve ser uma filosofia de vida. Essa atitude de não preservar agora para ver o que acontece depois vai se transformar em uma conta muito alta, que será paga pelos nossos filhos e netos.

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